Empresa Norte Americana fecha fábrica na Argentina e transfere operações para o Brasil

Tristeza para alguns e felicidades para outros, ou empregos que migram de um pais para outro em função de seus interesses comerciais.
Nesta dança de cadeiras, a empresa americana Navistar, fabricante de Caminhões, Ônibus (entre estes os famosos ônibus escolares americanos) e veículos de defesa, anunciou o encerramento de atividades de sua fábrica de motores na Argentina com a migração das atividades para a sua subsidiaria no Brasil. Foram 100 postos de trabalho perdido pela cidade de Córdoba.
Sobre este assunto, segue o comentário de nosso colaborador para America do Sul, Adm Alberto N. Vargas Callejas, escrevendo diretamente de La Paz na Bolívia:

MWM fecha operações na Argentina

É comum nas empresas transnacionais abrir filiais em outros países, mas também é comum fechá-las; Esse tipo de empresa trabalha com um objetivo financeiro claro, com base nos regulamentos internos de cada país onde abre suas operações, faz um grande investimento na construção de plantas e importa as máquinas e equipamentos necessários para iniciar suas operações, além de contratar pessoal (um grande número de operadores, técnicos e profissionais, geralmente locais) e, com profissionais locais, oferece consultoria em questões trabalhistas e jurídicas para que tudo esteja em ordem.

Essas empresas assumem um grande risco, porque também desejam ter alta rentabilidade para dominar o mercado com seus produtos; no caso em apreço, são as máquinas pesadas que não têm uma venda em massa, mas são voltadas para o setor; Portanto, cada máquina ou equipamento é oneroso para os empreendedores; portanto, existem objetivos de produção relacionados às vendas desses produtos que, se não atendidos, a empresa transnacional simplesmente fecha as operações e / ou muda a planta para outra área onde está mais conveniente para a venda.

Por outro lado, recentemente a Volkswagen anunciou a venda no mercado de seu carro elétrico com o apoio do Governo Federal da Alemanha. Enquanto a fábrica produz os carros, o governo colocará mais usinas de recarga em todo o país, essa medida neutraliza a dependência de petróleo e gasolina na Alemanha e protege o meio ambiente, reduzindo a emissão de gases tóxicos dos carros que usam combustíveis.

Também, conta com o fechamento da fábrica em Córdoba, a difícil situação econômica na Argentina como resultado da crise cambial e a incapacidade do governo de resolver a questão econômica, que afeta várias empresas naquele país.

Foto: Divulgação Navistar.

Bolívia lança seu primeiro carro elétrico 100% nacional.

Uma notícia interessante e pioneira na América do Sul, é o lançamento do primeiro carro elétrico 100% nacional produzido na Bolívia por uma empresa Boliviana, a Quantum Automóveis Elétricos. O veículo comporta até 3 passageiros pode chegar a 55 Km por hora e autonomia de até 50 Km, a recarga das baterias demora cerca de 6 h. O preço de venda do produto está em torno de U$ 5.000 (ou cerca de pouco mais de R$ 20.000,00).

Nestes tempos de grande discussão da importância de energia limpa para reduzir o aquecimento global, o lançamento do veículo Boliviano tem uma importância estratégica para a Bolívia e para a própria America do sul. Vale lembrar que a Bolívia segundo estimativas, tem cerca de 50% das reservas de lítio do mundo, Chile e Argentina tem outros 25%, o que torna nossos vizinhos em fornecedores estratégicos para o mundo. Como o mundo tecnológico em que vivemos depende cada vez mais de baterias para celulares, computadores e para os automóveis elétricos, e estas baterias dependem do Lítio, dá para entender a importância estratégica do lançamento da quantum.

O próprio presidente do país, Evo Morales, falou sobre o lançamento em sua conta do Twitter: “Brindaremos todo nuestro apoyo a los ejecutivos y técnicos de la empresa Quantum, orgullo cochabambino y boliviano, que inaugura con creatividad y esfuerzo el nuevo ciclo de industrialización de autos eléctricos en nuestra querida #Bolivia. Juntos conquistamos un #FuturoSeguro”.

Presidente Evo Morales no lançamento do carro.
Foto: Divulgação Twitter: @evoespueblo.

Nosso portal ouviu o nosso colega Administrador e parceiro do Administradores.Adm na Bolívia Alberto Nelson Vargas Callejas:|
Como administrador de empresas estou orgulhoso pela fabricação de carros eléctricos no meu país Bolívia, mesmo este país sendo subdesenvolvido, ainda temos a iniciativa e a engenharia necessária para fabricar carros ecológicos e de baixo custo; esta fabricação surpreendeu até o mesmo governo daqui, porque não se tem a legislação para esse tipo de carros circular nas ruas das cidades da Bolívia, mas temos sim toda a matéria prima para a fabricação das baterias de lítio, tendo a maior reserva natural de lítio do mundo no Salar de Uyuni em Potosí – Bolívia; lugar muito conhecido como o “mar de sal” na indústria do turismo. O que vem mais adiante é aplicar um modelo de gestão industrial baseado no management 4.0, porque a Bolívia esta no limiar da Indústria 4.0 com a fabricação destes carros, desejo que sejam os profissionais em administração quem dirijam esta nova indústria na Bolívia.

 

Vídeo e Imagem: Divulgação Quantum.